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Trabalho remoto possível para apenas 11% da força de trabalho do Brasil

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Os pesquisadores descobriram que o background socioeconômico afetava a possibilidade de trabalho remoto no Brasil, com um alto percentual de trabalhadores remotos se identificando como mulheres brancas com nível universitário.

O trabalho remoto não era uma possibilidade para a grande maioria da população brasileira, de acordo com um estudo sobre a adoção do formato de home office no país em 2020.

Cerca de 74 milhões de pessoas estavam empregadas no Brasil em 2020, das quais 8,2 milhões (11%) no total trabalhavam remotamente. No entanto, a pesquisa aponta que as realidades nos 27 estados do país e no Distrito Federal, onde fica a capital Brasília, variaram significativamente.

Enquanto mais de um quinto (23,6%) dos ocupados no Distrito Federal dos brasileiros com carteira assinada trabalhavam remotamente, o percentual no estado do Pará, no norte do país, era de 3,5%. Depois do Distrito Federal, os estados brasileiros com maior percentual de trabalhadores remotos foram Rio de Janeiro (18,7%) e São Paulo (16%), ambos na região Sul do país, seguidos pela Paraíba (12,2%) e Ceará ( 10%).

“Há uma heterogeneidade significativa de trabalhadores remotos entre os estados brasileiros, o que pode ser um reflexo das profundas diferenças estruturais nas economias e mercados de trabalho locais”, disse o pesquisador do Ipea Geraldo Góes, coautor da nota com Felipe Martins e José Antônio Sena Nascimento.

No que diz respeito ao perfil dos brasileiros trabalhando remotamente em 2020, os pesquisadores observaram que, embora a maioria dos profissionais brasileiros empregados seja do sexo masculino, as mulheres representam mais da metade de todos os trabalhadores remotos. Além disso, houve um maior percentual de mulheres brancas autodeclaradas com ensino superior em trabalhadores remotos em todos os estados brasileiros.

Uma pesquisa separada realizada no início da pandemia descobriu que o trabalho remoto é inviável para a classe média baixa e para os pobres da classe trabalhadora. De acordo com o estudo, 17,5% dos brasileiros de origens menos privilegiadas que conseguiram manter seus empregos desde o início da crise do COVID-19 conseguiram trabalhar em casa durante a crise.

A situação quando se trata de executivos é bem diferente. Outro estudo sugere que a maioria dos profissionais seniores no Brasil gostaria de continuar operando remotamente em um cenário pós-pandêmico.

 

Fonte: ZDNet

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